Caixa de Ferramentas
Jogo da Vida Real: Uma disputa coletiva contra a lógica neoliberal da austeridade
Jogos podem ser uma ótima ferramenta de formação política. Inspirado em um clássico jogo de tabuleiro que marcou gerações, o Jogo da Vida Real foi criado para provocar reflexões sobre como decisões políticas e econômicas impactam nossas vidas de forma coletiva, enquanto classe trabalhadora.
Na versão tradicional do jogo, escolhas individuais e imprevistos moldam trajetórias pessoais, com ganhos e perdas ao longo do caminho. Aqui, a lógica é outra: os participantes se deparam com situações características do neoliberalismo — como cortes de direitos, precarização do trabalho e políticas de austeridade — que afetam diretamente suas condições de vida. Ao mesmo tempo, o jogo incorpora experiências de resistência coletiva, mostrando que a organização também produz efeitos concretos.
Todo o material do jogo está disponível para quem quiser aplicar. Ele é especialmente indicado como espaço de formação e debate entre trabalhadores do serviço público, mas pode ser adaptado a diferentes contextos. A proposta é simples: criar um ambiente lúdico que convide os participantes a pensar como o neoliberalismo e a austeridade nos atravessam individual e coletivamente, e quais estratégias de enfrentamento podem ser construídas em conjunto.
Como funciona o jogo
Cada jogador começa com 16 cartas de proteção, distribuídas entre saúde, seguridade, renda e sindicato. O tabuleiro é montado no chão, e os participantes avançam pelas casas ao jogar o dado, enfrentando cenários com consequências positivas ou negativas. As cartas podem ser perdidas ou recuperadas ao longo do percurso, sendo a carta de Sindicato um elemento coringa.
⬣ Acesse aqui as instruções completas e o material para imprimir e jogar
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Jogo da Vida - Cartões e instruções de uso
criado para provocar reflexões sobre como decisões políticas e econômicas impactam nossas vidas de forma coletiva, enquanto classe trabalhadora.
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Cartilha de formação de trabalhadores/as “O Futuro do Trabalho na América Latina”
Trata-se de um instrumento pensado para apoiar a formação sindical de trabalhadoras e trabalhadores de todo o Brasil.
Acesse aquiSobre viver: O cinema do/a trabalhador/a
Através do cinema é possível conhecer o mundo e imaginar outros futuros. O objetivo deste projeto é abrir o sindicato para a comunidade, promovendo a cultura e a reflexão crítica através da arte.
As exibições são sempre gratuitas (com pipoca e refri garantidos) e o espaço do sindicato é decorado para receber o público. A preocupação com esses pequenos detalhes torna as sessões mais acessíveis e convidativas. Além da exibição presencial, já tivemos sessões virtuais simultâneas com a transmissão em diferentes estados.
Na primeira temporada, em 2022, foram exibidos quatro filmes relacionados à temática trabalho e sindicalismo. Em 2023 os filmes escolhidos abordam as relações entre saúde e trabalho. Em 2024 o tema da vez foi a precarização da vida. Na quarta temporada, em 2025, a curadoria selecionou filmes com foco na juventude.
O projeto acontece sempre no segundo semestre do ano e promove a exibição de um filme por mês, seguido de debate. Temos privilegiado o cinema nacional contemporâneo, com filmes que tiveram pouca ou nenhuma visibilidade nas salas de cinema comercial.
Estimamos que mais de 600 pessoas já tenham comparecido às sessões do Sobre Viver ao longo de todas suas temporadas, promovendo o encontro entre os sindicalistas, suas bases, a comunidade e os realizadores do audiovisual brasileiro.
Nas temporadas de 2022 e 2023 esse projeto foi feito em parceria com o Laboratório de Sociologia do Trabalho da UFSC e viabilizado através de emenda parlamentar do Deputado Pedro Uczai (PT). Atualmente o Fazendo Escola toca o projeto de forma autônoma, mas buscando novas parcerias.
⬣ Saiba mais:
Matéria de cobertura da primeira sessão de 2025 com o filme Saudades Fez Morada Aqui Dentro
Vinheta produzida para abertura das sessões
Página do projeto (temporadas de 2022, 23 e 24)
Matéria de cobertura da primeira sessão de 2023 com o filme Marte Um
Cobertura para redes sociais das sessões de 2023 - Marte Um, A Febre, Homem Onça e Quando Falta o Ar
Depoimento de trabalhador durante a sessão de do filme Arábia (outubro/2024)
Cobertura para redes sociais das sessões de 2024 - Propriedade, Arábia, Pedágio
Chá de revelação do cansaço: Quem é você no trabalho?
O que nosso estado de saúde diz sobre nossas condições de trabalho? Será que o cansaço é um problema que pode ser resolvido caso a caso? Se estou bem, mas percebo que a maioria dos meus colegas estão adoecidos, o que isso diz sobre nós, como categoria?
A aplicação de enquetes sobre a saúde e as condições de trabalho é uma ferramenta que já foi usada em diferentes períodos históricos por sindicatos para, através do conhecimento, politizar suas bases.
Esse material é um autoteste que pode ser utilizados em diferentes contextos e combinado com outras metodologias. Ele é resultado de uma adaptação livre da Escala de Yoshiutake, usada por pesquisadores da Universidade Nacional de Rosário para medir os sintomas de fadigas entre os trabalhadores, seus tipos e intensidades.
Já usamos o material em eventos e também durante visitas à comarcas. Ele pode ser usado sozinho, como uma forma de iniciar o diálogo sobre as condições de trabalho. Também pode ser combinado com outras dinâmicas em que indicadores são gerados simultaneamente e apresentados de forma visual.
⬣ Saiba mais:
Material pronto para a aplicação
Matéria sobre seu lançamento
Por Um Fio – Seminário Internacional de Saúde e Trabalho
O que está acontecendo com nós, trabalhadoras e trabalhadores? O que nos adoece? O que é que chamamos de saúde? Adoecemos apesar ou por conta do trabalho? É possível ter saúde sozinha/s?
Realizado no final de agosto de 2024, o Por um Fio reuniu na UFSC mais de 300 pessoas de todas as regiões do Brasil e países da América Latina. Seu objetivo foi reunir pesquisadores, acadêmicos, estudantes, sindicalistas, profissionais da saúde e movimentos sociais para debater as relações entre saúde e trabalho.
Ao longo dos três dias de seminário tivemos quatro mesas, uma conferência, oito oficinas, atividades culturais e intervenções artístico-pedagógicas. Confira a programação completa na página do evento.
O seminário foi construído ao longo de um ano de planejamento envolvendo diálogos com a universidade e um processo de formação interno que mobilizou todos os sindicatos que fazem parte do Fazendo Escola. Durante esse processo preparatório também foram estreitados os laços com universidades e sindicatos latinoamericanos, o que incluiu um pré-seminário na cidade de Rosário, Argentina.
Para fortalecer as bases político-metodológicas do seminário, partimos da perspectiva e da experiência da saúde coletiva no Brasil, que foi o ponto de partida para debater temas como assédio, tecnologia, determinantes sociais no processo saúde/adoecimento, pesquisa em saúde e organização coletiva.
O interesse no seminário foi tamanho que as inscrições acabaram em menos de 4 horas, demonstrando a relevância do tema e da forma de abordagem escolhida, que buscou mobilizar também a arte como ferramenta de formação.
Entre os frutos dessa articulação está a organização de um curso de formação baseado nos conteúdos abordados no seminário. Além do curso (em fase de elaboração), o seminário rendeu a produção de um curta metragem e um livro.
Esse projeto foi feito em parceria com o Laboratório de Sociologia do Trabalho da UFSC e a Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET). Seu financiamento foi viabilizado através de emenda parlamentar do Deputado Pedro Uczai (PT).
⬣ Saiba mais:
- Página do projeto
- Gravações das mesas e conferências
- Cobertura para redes sociais - registro do primeiro, segundo e terceiro dia de seminário.
- Vídeo-relato do intercâmbio em Rosário-Argentina
- Fotos
- Por Um Fio - e-book gratuito
- Documentário Por Um Fio (disponível em breve)
Lutas Populares e a Opressão do Estado
A organização das classes oprimidas não nasce com os sindicatos. Só quem não conhece a história do Brasil acredita que somos um povo resignado e sem ímpeto de revolta.
Este curso imersivo foi elaborado como espaço de formação para dirigentes sindicais que representam os trabalhadores do judiciário estadual brasileiro e seu objetivo central é aprofundar o conhecimento sobre os episódios de lutas populares que marcaram a formação do país. Com o apoio didático de pesquisadores especializados no período em debate, os participantes visitam regiões que foram o palco das revoltas, além de refletir sobre o papel do Estado brasileiro como aparelho repressor da luta popular.
Em março de 2023 foi realizada a primeira etapa do Lutas Populares e a Opressão do Estado em Juazeiro, na Bahia, com uma saída de campo para a região do sertão baiano que abrigou a Revolta de Canudos (1986-1987). Há previsão de que a próxima etapa seja realizada no território da Guerra do Contestado (1912-1914).
Esse projeto foi feito em parceria com a Rede Nacional de Formação da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (RENAF-Fenajud).
⬣ Saiba mais:
Impactos psicossociais do trabalho não presencial na saúde mental de Trabalhadores do Poder Judiciário
Se perdemos nossa saúde, o que é que nos resta?
Essa pesquisa foi feita com o objetivo de produzir uma fotografia da saúde mental e das condições de trabalho dos servidores do judiciário da região sul durante o isolamento imposto pela pandemia de Covid-19. As informações foram coletadas entre os meses de setembro de 2021 e novembro de 2022, através de um questionário respondido voluntariamente por 1203 trabalhadores do TJSC, TJPR, TJRS, da Justiça Federal em Santa Catarina e do Ministério Público em Santa Catarina.
Entre outros dados, o estudo viabilizado através de uma parceria com a universidade revelou a sobrecarga de trabalho e uma percepção de insatisfação em relação ao suporte fornecido pelos órgãos. Reforçando dados de outros levantamentos, o adoecimento mental apareceu como causa central de afastamentos do trabalho.
Impactos psicossociais do trabalho não presencial na saúde mental de Trabalhadores do Poder Judiciário faz parte de uma diretriz do Fazendo Escola que tem por objetivo promover iniciativas que nos ajudem a debater e desnaturalizar o sofrimento mental entre a classe trabalhadora. Apesar de atingir grande parte da população, os adoecimentos têm sido despolitizados e tratados a partir de uma visão individualista.
Os dados gerados foram e continuam sendo usados em formações diversas dentro e fora do judiciário. Uma segunda etapa de levantamento de dados está em execução.
Em parceria com o Fazendo Escola, a pesquisa foi realizada por pesquisadoras do Núcleo de Estudos de Processos Psicossociais e de Saúde nas Organizações e no Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (Neppot-UFSC).
⬣ Conheça os materiais de divulgação da pesquisa:
Futuro do Trabalho: Perspectivas Latinoamericanas
Através do acesso ao conhecimento e à pesquisa, esse projeto teve como objetivo contribuir para que organizações sindicais e não sindicais pudessem avançar na luta por direitos, renda, emprego e outros modos dignos de ganhar a vida.
Para debater as mudanças no mundo do trabalho e suas incidências na trajetória dos trabalhadores, organizamos um ciclo de seminários públicos que foram realizados de forma virtual devido ao contexto de pandemia. Ao todo, foram cinco encontro com as seguintes temáticas:
-A pandemia e o mundo do trabalho: tecnologias e trabalho
-Assédios, violências, saúde e cuidado
-Liberdade, precariedade e trabalho compulsório
-Desigualdades estruturais e mercado de trabalho
-Políticas de austeridade e reformas no mundo do trabalho
-Trabalhadores e trabalhadoras reinventam formas de organização
Centenas de pessoas participaram das transmissões e dos debates promovidos após cada uma das sessões. Entre os conferencistas, tivemos pesquisadores de diferentes regiões do Brasil, da Argentina e do Uruguai.
Após a finalização dos seminários, publicamos um livro com a coletânea de artigos escritos pelos conferencistas e organizadores. Além do livro, o ciclo de seminários rendeu também uma cartilha de formação que pode ser usada tanto para leitura individual como para iniciativas coletivas de formação dos trabalhadores. O material já foi usado por sindicatos e professores de vários lugares do Brasil.
Esse projeto foi feito em parceria com o Laboratório de Sociologia do Trabalho da UFSC e viabilizado através de emenda parlamentar do Deputado Pedro Uczai (PT).
⬣ Saiba mais:
- Site do projeto
- Matéria sobre o lançamento dos materiais do projeto na Câmara de Deputados (Brasília)
- Matéria do evento de lançamento dos materiais na UFSC
- Gravação de todas as conferências
- Livro O Futuro do Trabalho: Perspectivas Latinoamericanas
- Cartilha de formação para trabalhadoras/es
Leituras do Mundo do Trabalho
Durante a pandemia, promovemos um grupo de estudos para abordar diferentes leituras sobre o mundo do trabalho na atualidade, suas transformações e as formas que os conflitos assumiram perante elas. Entre julho e novembro, foram sete encontros virtuais feitos a partir da leitura e discussão de textos e filmes. Neles, abordamos os seguintes temas:
-Reflexões conceituais do trabalho na América Latina
-Transformações no mundo do trabalho
-Metamorfoses do trabalho e novos atores
-A precarização do trabalho no Brasil
-Dimensões da precarização neoliberal na saúde dos trabalhadores
-Resistências e lutas sindicais
Participaram deste grupo cerca de 40 pessoas, entre estudantes, pesquisadores e sindicalistas. Tivemos algumas participações especiais nos encontros, como o da Profa. Vera Navarro (USP) e do Prof. Giovanni Alves (Unesp).
Esse projeto foi feito a partir de uma parceria com o Laboratório de Sociologia do Trabalho da UFSC.
⬣ Saiba mais:
- Divulgação do curso no site da UFSC
Trabalho, Saúde e Tecnologia – a realidade no Judiciário frente à pandemia e à Revolução 4.0
A pandemia de Covid19 transformou radicalmente vários aspectos da nossa vida em suas relações com a tecnologia. Não podia ser diferente com o trabalho.
Durante o isolamento sanitário, organizamos este curso virtual com o objetivo de refletir coletivamente sobre as relações entre a saúde e o trabalho no judiciário. Os debates partiram da realidade concreta vivenciada pelos servidores.
Contando com três encontros, o curso teve 119 participantes. As aulas foram ministradas pelos professores Rossano Bastos, Roberto Ruiz e Arthur Lobato.
Segundo o depoimento de Fabiana Silva, servidora do TJSC, “O curso do Fazendo Escola foi fantástico! Os três professores têm muito conhecimento e apresentaram o conteúdo de forma muito acessível, sendo que as diferentes áreas do conhecimento trouxeram uma visão ampla das nossas necessidades enquanto trabalhadores”.
O curso foi viabilizado através de uma parceria entre o Fazendo Escola e a Universidade Federal de Santa Catarina.
⬣ Saiba mais:
